FOCUS on the Narcotics Trade: Brazil

Renata Koch Alvarenga
Staff Writer

In the slums of Rio de Janeiro, Brazil, is a world enveloped by poverty, drug trafficking, and gangs.

However, the clashes between rival gangs are not exclusive to these impoverished areas. Earlier this year, 56 people were killed in a prison in Manaus as a result of a violent jail riot in Brazil, according to BBC News.  

Among the inmates were various members of the most powerful gang in the country, the First Capital Command (P.C.C.). Many inmates are incarcerated due to an ongoing battle of supremacy over Brazil’s Amazon rivers. These rivers contain numerous smuggling routes for cocaine. 

The gangs involved in the attack include the Family of the North, a gang operating out of the Amazon, and the Red Command, a drug trafficking organization from Rio, according to The New York Times. After the massacre, the P.C.C. proceeded to kill 33 people at a penitentiary in Roraima.

The challenging economic and political situation in Brazil is seen as the main reason for the escalation in violence. This is especially true in Rio, where police budget cuts are coupled with angst and desperation among young Brazilians who live in slums. Funding for events, such as the 2014 FIFA World Cup and the 2016 Olympic Games, both hosted in Brazil, have contributed to the reduction of government expenditure on various national issues.

Ignacio Cano, a social researcher at the Violence Studies Lab of Rio de Janeiro State University, told the Daily Mail that “2016 has been a very bad year. We have seen a dramatic increase in homicides, robberies and other crimes”. Cano’s comments are in response to the police’s mishandling and misunderstanding of gang life in Rio. “We lost a big opportunity to transform police and develop a new public safety model,” said Cano.

The bloodshed in and out of the overcrowded prisons in Brazil are a result of a corrupt system of mismanagement. Brazil’s current president Michel Temer expressed his solidarity to the victims of the killings in the Amazon prisons by phrasing the atrocity as a “dreadful accident,” according to the Associated Press. “The prison was outsourced and privatized and therefore there was not an objective, clear and defined responsibility of the public agents,” said Temer in response to debates over the management of prisons and escalating government criticism.

Em português:

Dentro das favelas do Rio de Janeiro, Brasil, existe um mundo que gira em volta da pobreza, de dificuldades, do tráfico de drogas, e gangues.

Os confrontos entre as gangues rivais, entretanto, não são exclusivos às favelas. No início deste ano, 56 pessoas foram mortas em um presídio em Manaus, como resultado de uma disputa violenta no Brasil, de acordo com a BBC News.  

Dentre os presidiários havia vários integrantes da facção mais poderosa do país, o Primeiro Comando da Capital (PCC), como consequência de um conflito para o domínio da Amazônia no Brasil para tráfico de cocaína através de rotas na fronteira da região.

Dentre as gangues envolvidas nesse ataque, há a Facção Família do Norte (FDN), do Amazonas, e o Comando Vermelho, uma organização de tráfico de drogas do Rio, diz o The New York Times. Após o massacre, o PCC matou 33 pessoas em uma penitenciária em Roraima.

A situação política e econômica desafiadora do Brasil é considerada como a razão principal para o aumento da violência, principalmente no Rio, onde o orçamento da polícia foi cortado e há muita revolta e desespero entre os jovens brasileiros que moram nas favelas. Eventos como a Copa do Mundo FIFA de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, sediados no Brasil, têm contribuído para o corte de gastos pelo governo em várias questões nacionais.

Ignacio Cano, sociólogo no Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro, contou ao Daily Mail que ‘2016 tem sido um ano muito ruim. Nós temos visto um aumento significativo nos homicídios, roubos, e outros crimes”. A polícia não têm dado a devida atenção para as facções no país. “Nós perdemos uma grande oportunidade de transformar a polícia e desenvolver um novo modelo de segurança pública”, disse Cano.

O conflito sangrento dentro e fora dos presídios superlotados no Brasil é um resultado de um sistema corrupto mal administrado. O atual presidente do Brasil Michel Temer – após o impeachment da Dilma Roussef – expressou sua solidariedade às vítimas da chacina ao defini-la como um “acidente pavoroso” , de acordo com  o Associated Press. “Vocês sabem que lá em Manaus o presídio era terceirizado, era privatizado e, portanto, não houve, por assim dizer, uma responsabilidade muito objetiva, muito clara, muito definida dos agentes estatais”, disse Temer em resposta aos debates sobre a administração dos presídios e do grande criticismo ao governo.


Editor’s Note: The opioid epidemic knows no borders. To highlight this, our writers covered the narcotics trade in their native countries, with their native tongues.

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